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Três mil na caminhada contra o câncer de mama em São José

O evento foi realizado pela Prefeitura, com patrocínio da Clínica Tomovale e do Vale Sul Shopping, e apoio de outras empresas como SPDM, Hospital Antoninho da Rocha Marmo, H2O, Quaglia/Sabin e Cressem.

Antes de sair pelas ruas da cidade, os participantes encararam uma animada aula de zumba com o professor Fábio Amaro, que serviu como aquecimento para a maratona. A caminhada saiu do Parque Vicentina Aranha e passou pelas avenidas Nove de Julho, Adhemar de Barros, Rua Major Vaz, retornando ao parque.

Por onde passou, a caminhada conquistou adeptos que se juntaram ao alegre grupo cor de rosa. E mesmo aqueles que não participaram da caminhada demonstravam apoio à causa do câncer de mama, buzinando ou acenando dos prédios.

Para o secretário de saúde, a caminhada foi um grande sucesso. “A prevenção do câncer de mama é o principal foco e o alerta da caminhada. Quanto mais cedo for detectado, maiores as chances de cura. E esse alerta vale para todos os meses do ano.”

Além da tradicional caminhada, a Prefeitura de São José dos Campos intensificou as orientações às pacientes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Atualmente, São José não tem demanda reprimida de mamografias.

“Esse era um problema que tínhamos. As mulheres antes levavam muitos meses para conseguir fazer uma mamografia. Hoje, o tempo de espera é de apenas 20 dias. Aquelas em que o exame acusou alguma alteração são encaminhadas para o Hospital da Mulher”, disse o secretário.

“O exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama. E o Hospital da Mulher foi um grande ganho para as mulheres da cidade, que agora conseguem fechar o diagnóstico e iniciar o tratamento muito mais rápido. Uma verdadeira demonstração de cuidado e respeito com as mulheres joseenses”, ressaltou o secretário de Saúde.

Em São José dos Campos, a Prefeitura segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Mastologia, a qual preconiza que as mulheres façam o exame anualmente, a partir dos 40 anos. Para isso, basta fazer a solicitação na Unidade Básica de Saúde de referência.

A Secretaria de Saúde realizou até agosto deste ano 18.501 mamografias. Durante todo o ano passado, foram 28.073 mamografias.

 

Ação nas UBS

A intensificação da abordagem e orientação das mulheres sobre o câncer de mama está ocorrendo nas 41 Unidades Básicas de Saúde e 3 Unidades de Saúde da Família (USF) da cidade, com a captação de mulheres para a realização da mamografia.

As mulheres abordadas recebem folders e material informativo sobre a doença, além de instruções de como fazer o autoexame. Para aquelas com mais de 40 anos, que não fizeram a mamografia no último ano, será solicitado o exame.

O objetivo da ação é orientar sobre a importância dos cuidados para evitar a doença e celebrar o Outubro Rosa. No Brasil, o câncer de mama é a segunda causa de morte entre as mulheres. De acordo com a coordenação do Programa Saúde da Mulher, a estimativa é de que 230 novos casos sejam notificados por ano no município. No ano passado, 59 mulheres morreram em decorrência da doença, em São José dos Campos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento da incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

 

Sintomas

Entre os sintomas estão as alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. A secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com histórico familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ser acompanhado por um médico a partir dos 35 anos.

Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, não amamentar ou não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama.

Fonte: Portal R3

Data: 17/10/2016